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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Clube de leitura

A leitura é considerada um fator de suma importância para o enriquecimento social e cultural de uma pessoa. Quem lê, fala melhor, se expressa melhor, escreve melhor. E as vantagens não param por aí. Com o tempo, os livros viram um vício bom e se transformam em hobbies,  descanso para a mente, relaxamento.

Para incentivar as pessoas a se apaixonarem pelos livros, a livraria Cultura lançou o projeto Clube de leitura. Toda primeira segunda-feira de cada mês a loja do Iguatemi Shopping, no Lago Norte, abre suas portas para o público debater histórias e pensamentos, baseado em uma obra literária. Funciona assim: a mediadora traz duas opções de livros, o grupo escolhe um e tem quatro semanas para lê-lo. No dia do clube, o que não falta é discussão, de maneira construtiva e saudável.

Lucília (de vermelho), Rosane e Vera
Liliane Almeida, Lucília Garcez, Rosane Lobo e Vera Malta são participantes assíduas. Todas com idades entre 40 e 60 anos. Para elas, a proposta do clube é excelente, pois, além de ser uma troca de visões diferenciadas, ainda as obriga a ler pelo menos um livro por mês. O que para a professora aposentada da Fundação Educacional, Lucília Garcez, ainda é pouco. “Leio mais de dois livros por semana, tenho a vantagem de ter mais tempo para isso. Às vezes, leio um livro e esqueço que o li e leio de novo. A desvantagem de ser mais velha”, conta aos risos.

Apesar de ter mais idade, Lucília é a mais falante. Como ex-professora, ela diz que a maioria dos educadores não são leitores e ao passar os livros para os alunos lerem, já os advertem da chatice que enfrentaram. “O problema é que o governo só permite que livros de domínio público entrem na lista dos vestibulares, pois esses estão disponíveis pela internet para quem não tem como comprar. Para isso, o livro tem que ter no mínimo 70 anos. A linguagem é difícil. Mas ao invés do professor procurar meios de incentivo, vai logo dizendo que é chato”, lamenta.
Para a economista Vera Malta, o incentivo tem que vir do berço. “Os pais são responsáveis pela educação de seus filhos. Se eles são leitores, logo, os filhos têm mais chances de serem também por terem o exemplo dentro de casa. Pai e mãe tem que ler para seus filhos desde cedo”, adverte.

É o caso da mediadora do grupo, Michele Veloso, de apenas 23 anos. Ela conta que seu gosto pelos livros vem desde pequena pelo apoio de seus pais. “Fui uma criança “espoleta”, mas tinha meu momento calmo para leitura. Teve um “dedo” da escola, mas os créditos vão para meus pais que compravam livros infantis e os lia para mim. Aos 10 anos, já tinha lido mais de 40 obras”, diz.

O grupo não tem jovens, o que para os participantes faz falta. “Sempre alternamos entre um clássico e um contemporâneo. Seria muito bom saber a opinião dos mais jovens, ver como eles pensam, especialmente sobre obras antigas, muito antes de eles nascerem. Seria, de certa forma, uma maneira de abrir seus horizontes”, conta.

O clima do clube de leitura é muito agradável. As idéias que divergem são respeitadas e discutidas. A história do livro passa a ser comparada com a realidade do Brasil, do mundo e com outras obras. A conversa às vezes é tão boa que sai do enredo do livro, vai até para assuntos pessoais da vida de cada um. E aí ouve-se a voz da mediadora: “Vamos manter o foco no livro”.

Para quem se interessou, ainda dá tempo de participar do próximo encontro no dia quatro de julho. O livro que será abordado é “Um diário”, do autor Robert Walser. Para não chegar cru de tudo, é bom dar uma folheada, saber do que se trata. Mas também há a opção de fazer uma visitar, ver se agrada e já voltar com a missão do próximo livro para casa. Vamos gente, coragem! Uma hora por mês, que servem de bagagem para o resto da vida.

Serviços:
Clube de leitura
Toda primeira segunda-feira do mês. Das 19h30 às 20h30.
Na Livraria cultura, do Shopping Iguatemi, no Lago Norte. Não sabe onde é? Clique aqui.
Entrada franca.

Para quem acha o Lago Norte muitooo longe, tem a opção de freqüentar no Casa Park.
Clube de leitura
Toda última terça-feira do mês. Das 19h30 às 20h30.
Na Livraria cultura, do Casa Park. Não sabe onde é? Clique aqui.
Entrada Franca.

terça-feira, 14 de junho de 2011

É dia de cinema

Para os órfãos do cinema da Academia de tênis e do Casa Park, o Centro Cultural Banco do Brasil traz boas novas. O projeto intitulado “Inéditos em Brasília” está na cidade com 13 filmes em cartaz. São longas produzidos em diversos países como Argentina, França, Alemanha, Islândia, Dinamarca e Irã. Uma excelente oportunidade para conhecer o trabalho de cineastas, que para muitos, são desconhecidos, além de sair da rotina dos recordes de bilheteria.

A mediadora da mostra, Vanessa Avelar, explica que a idéia de trazer o projeto para o Distrito Federal foi uma parceria da Cult Vídeo e da produtora Sétima, que sentiram a necessidade de revelar filmes não lançados no circuito comercial. “A exposição cinematográfica é um verdadeiro enriquecimento cultural. Uma viagem a outros lugares através da tela, com formatos diferentes dos usuais e totalmente inéditos”.

Os gêneros e as linguagens são variados e para todos os gostos. Tem comédia, drama, animação infantil, romance, documentário, suspense e ficção. Assim como eu achava, tem muita gente que considera filme cult sinônimo de filme chato, mas não é bem assim não. Pelo contrário. As histórias podem surpreender positivamente o público com enredos que fogem do tradicional, de uma mesmice, onde na metade da história já se pode adivinhar o final.

Fora do comum é o caso do longa Iraniano “Antes da lua cheia”, que mostra o trajeto de um músico curdo com a missão de fazer um conserto no Iraque, logo após a queda de Saddam Hussein. Um ancião o advertiu que algo terrível aconteceria se ele continuasse a viagem. O perigo não foi empecilho para o músico, que não tocava há mais de 35 anos. Para quem não é acostumado, só de pensar que o filme é do Irã, não dá curiosidade em conhecer o lado cinematográfico deles? Que por sinal, não fica devendo nada para filmes de circuito comercial.

Três brasileiros participam da mostra: “A casa verde”, “Moscou” e “O grão”. O estudante de direito Victor Verissímo assistiu “O grão” e aprovou. Para ele as cenas misturam traços de drama e fantasia, o que deixa a história envolvente e mais interessante. “O filme fala de uma vó que tenta preparar o neto para sua morte, inventando contos sobre uma realeza fictícia que também lidam com a perda. Uma boa maneira de aproximar o irreal com a realidade”.

A turista paulistana Cristina Abe, que visita Brasília pela primeira ficou encantada com os pontos turísticos da cidade como o Memorial JK, a torre, Ermida Dom Bosco e a Catedral. Ao visitar o CCBB, descobriu a mostra de cinema e mesmo sendo um fato atípico para ela, diz que valeu a inusitada experiência de ver um filme estrangeiro, especialmente sem pagar nada. “Em São Paulo é tudo muito exagerado. Para irmos ao cinema temos que desembolsar quase 30 reais. Fiquei surpresa quando vi projeto daqui, não sabia que estava tendo. Adorei o finlandês “O ciúme mora ao lado”.

A exposição fica aberta até o dia 15 de maio. São quatro sessões por dia, com horários variados e entrada gratuita. Basta conferir aqui a programação, pegar o ingresso na bilheteria e bom filme!

E Mais no CCBB

Quem visitar o CCBB, além de assistir filmes pode viajar por outra cultura: a islâmica. A exposição Islã – arte e civilização mostra uma parte significativa do legado artístico de vários países de cultura islâmica. São mais de 300 peças que compõe um retrocesso histórico de mais de um milênio atrás. Por meio cerâmica, ourivesaria, arquitetura e representações abstratas é apresentado um mundo diferente, onde há um vínculo direto com a religião local e o sagrado. Deus é único para eles, mas sua criação é múltipla. Essa multiplicidade que forma a identidade mulçumana, pode ser vista e melhor entendida na mostra. Na dúvida, há mediadores para explicar as curiosas histórias islâmicas.

A exposição está aberta a visitação de terça a domingo, das 9 da manhã às 9 da noite, até o dia 3 de julho. A entrada é Franca.

Não sabe como ir para o Centro Cultural Banco do Brasil?

O CCBB disponibiliza ônibus gratuito, das 11 da manhã às 11 da noite, de terça a domingo. O ônibus é identificado com a marca do Centro Cultural. Veja os horários e locais aqui.